Anonimização de dados: por que é importante para sua empresa

A anonimização de dados é uma das obrigatoriedades trazidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e uma das estratégias mais efetivas para garantir a proteção das informações em plataformas on-line. 

A lógica central da anonimização de dados é garantir que as empresas possam utilizar os dados dos seus clientes sem que esses dados fiquem expostos ou possam ser utilizados de maneira ilegal. Logo, a ideia é que todos sejam beneficiados no processo.

Mas como isso é possível? Vamos te explicar tudinho nesse artigo. Continue a leitura!

A importância da anonimização de dados, uma exigência da LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) traz alguns conceitos importantes que precisam ser observados com maior rigor pelas empresas. 

O principal deles é justamente o que orienta a preservação de informações pessoais e a importância da anonimização de dados, como veremos mais adiante. 

De acordo com a LGPD, um dado é pessoal se é possível identificar alguém com ele, ou seja, se é possível identificar uma única pessoa ao ter acesso a esse dado, como uma digital ou um número de documento, por exemplo. 

Dentro desse contexto, também estão dados considerados sensíveis, como raça, opinião política, etnia, religião, gênero, entre outros. 

Todos esses dados  que comentamos devem ser anonimizados. Essa é uma estratégia extremamente eficaz para assegurar os dados dos titulares e obter transparência no processo, garantindo maior credibilidade para os sites e um ambiente seguro para navegação.  

Afinal, o que prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)?

Como vimos acima, não é possível falar sobre anonimização de dados, sem mencionar a Lei Geral de Proteção de Dados, que já está em vigor no Brasil

A LGPD possibilita ao titular das informações, seu acesso a qualquer momento, além de verificar como é o seu tratamento. Também é possível determinar com quem os dados foram compartilhados, atualizá-los, corrigi-los, transferi-los, deletá-los e até revogar este consentimento, que é o propósito central de todas as leis. 

Para as organizações que ainda não se atentaram a importância de se adequar à LGPD, além da segurança, as punições podem doer no bolso. 

Descumprimentos da LGPD podem variar entre uma simples advertência até multas referentes a 2% do faturamento líquido anual da organização, até R$ 50 milhões de reais, dependendo da gravidade da situação.

As penas também podem envolver exposição pública da infração e remoção dos dados da organização. 

A LGPD visa, portanto, garantir o controle e direitos sobre as informações pessoais do usuário, dentre elas, a lei torna obrigatória a anonimização de dados. Vamos te explicar como funciona esse processo a seguir.

O que é a anonimização de dados? 

A anonimização de dados, também conhecida como data masking ou data sanitization, nada mais é do que a conversão de informações pessoais em anônimas

Ou seja, após este processo técnico, os dados coletados não poderão mais ser usados para identificar ou associar ninguém em específico

Desse modo, eles são utilizados para a finalidade única prevista pela empresa e então deletados, não oferecendo grandes riscos aos titulares.

A LGPD torna obrigatório o processo de anonimização de dados, permitindo que as empresas controlem, armazenem, tratem e gerenciem dados ao mesmo tempo em que protege as informações dos clientes.

Contudo, para que a empresa cumpra as exigências da lei, o dado precisa ser retirado da base de forma irreversível — em hipótese alguma, o titular pode ser reidentificado.

E este é o ponto de maior divergência na lei. Afinal, abre alguns precedentes, como a questão do compartilhamento de dados. Uma informação pode ser coletada por uma empresa A e logo depois anonimizada, enquadrando-se na lei.

Porém, antes do processo de anonimização, compartilhada com uma empresa parceira. Logo, ainda que tal conteúdo seja anonimizado de forma irreversível pela empresa A, se tiver sido compartilhado, a organização que o recebeu posteriormente pode ser capaz de reidentificar o titular da informação. Tornando a operação ineficaz.  

Como implementar a  anonimização de dados

Para garantir os resultados da anonimização de dados é fundamental conhecer as técnicas aplicadas no processo, garantindo a proteção de informações, adequação à LGPD e evitando multas e outras sanções à sua empresa.

Entre os métodos de anonimização mais comuns, estão:

  • Encriptação: os dados dos titulares são substituídos por dados encriptados. São aplicados algoritmos de HASH, transformando as informações originais em um conjunto de caracteres aleatórios e irreversíveis. Dessa forma, as informações permanecem sigilosas, não podendo ser associadas aos seus donos nem mesmo pela equipe de tecnologia da informação (TI);
  • Generalização: também conhecida por recodificação, torna os dados menos específicos, mais abrangentes ou genéricos, como trocar as idades das pessoas por uma faixa etária ou os endereços por uma região;
  • Supressão: considerada a técnica mais forte e utilizada apenas quando não é possível anonimizar os dados de forma eficiente com outra técnica. Nesse caso, uma seção inteira é literalmente removida de uma base de dados já anonimizada. É impossível rever esta ação;
  • Perturbação: quando ocorre a mudança ou mascaramento das informações da plataforma. Os dados verdadeiros são substituídos por outros fictícios, com a utilização de técnicas como o arredondamento, adição de ruídos e de algoritmos de randomização RDP (Random Data Perturbation). Vale lembrar que para esse método ser caracterizado como anonimização, o algoritmo utilizado não pode permitir a reconstrução dos dados originais.

Riscos combatidos com a anonimização de dados

Você certamente já percebeu que, sem a anonimização de dados, as informações colocadas na rede podem ser roubadas e usadas de forma ilícita.

Por isso, a LGPD não vem para complicar a vida das empresas, e sim para tornar todo o processo mais seguro, tanto para as empresas quanto para os consumidores.

Os principais riscos combatidos pela anonimização de dados envolvem o uso de informações pessoais de forma ilícita, roubo de base de dados e invasão de privacidade. 

O cliente não sabe para onde vão seus dados exatamente após o preenchimento de formulários web, aplicativos, sites, e-commerce e afins. 

Dessa forma, a anonimização visa fornecer este filtro, a fim de que essas informações fiquem sob sigilo e sejam resguardadas somente para a finalidade a que foram submetidas por seus titulares inicialmente (uma compra on-line, por exemplo).

Talvez você nunca tenha realmente parado para pensar sobre a fragilidade e liberação dos acessos a dados que são concedidos diariamente, já que desconhecemos, em grande parte, o tratamento que esses dados receberão. 

Além de evitar tais riscos, a discussão em relação a anonimização de dados amplia nosso olhar para que se torne mais crítico aos cadastros que nos submetemos e solicitamos enquanto gestores também. 

Os registros biométricos, por exemplo, amplamente utilizados para entradas em edifícios ou academias, são os mesmos usados por agências bancárias e que nos concedem direito ao voto nas urnas eletrônicas. 

Com a anonimização de dados, essas informações só podem ser consultadas em casos em que esta seja a finalidade, sendo apagados de forma irreversível posteriormente.

Ainda sobre este assunto, existe uma forma de manter os dados seguros sem precisar apagá-los. Esse é o caso da pseudoanonimização, também prevista em Lei. 

Anonimização x pseudoanonimização

Segundo a LGPD, “pseudoanonimização é o tratamento por meio do qual um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo, senão pelo uso de informação adicional mantida separadamente pelo controlador em ambiente controlado e seguro”. 

O dado pseudoanonimizado não pode, portanto, ser associado a seu titular por si só, mas caso exista o acesso a informações complementares, essa dificuldade de associação pode ser revertida.

A utilização deste recurso ocorre em casos específicos, de acordo com o segmento de negócios e com a situação em que o fornecimento de dados ocorreu.

A anonimização de dados visa, portanto, desatrelar completamente os dados pessoais de seu titular, assegurando sua integridade e identidade, já que as empresas não podem expor essas informações ou usá-las de maneira indevida. Um dado anonimizado é um dado irrastreável.

Enquanto a pseudoanonimização é uma técnica que prevê a anonimização dos dados com uma possibilidade de reversão, mas essa possibilidade só é controlada pela empresa que trata e é protegida.

Diante do exposto, você deve ter notado que a anonimização de dados é uma demanda que vem crescendo e deve fazer parte da realidade das empresas brasileiras.

Agora que você conhece a importância da anonimização de dados, apresentamos o Insider, nosso scan de vulnerabilidade que fará uma varredura no código da sua aplicação e te mostrará todas as brechas existentes para vazamentos de dados. Mantenha sua empresa segura. 

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