Tipos de ataque de hacker: conheça os 13 principais

Você sabe o que é um ciberataque? Conhece os diferentes tipos de ataque de hackers? Esse tipo de crime tem preocupado empresas de todos os portes e segmentos. 

A segurança da informação é um assunto de grande interesse no meio corporativo atualmente, tanto porque os gestores já compreenderam que os dados de que dispõem são um de seus ativos mais valiosos quanto devido à necessidade de cumprimento dos requisitos da LGPD

Os hackers podem ser considerados profissionais com alto nível de conhecimento na área de tecnologia e que podem utilizá-lo para cometer crimes. 

Esses crimes tornam-se cada vez mais elaborados e eficientes, e os criminosos contam a cada dia com melhores recursos. 

Para proteger sua empresa, suas aplicações e seus dados desses ataques, seu principal recurso é o conhecimento

 

Por que você precisa se preocupar com isso?

Os prejuízos que um acesso indevido ou um vazamento de dados pode causar a um negócio são imensuráveis e começam pelas perdas financeiras.

A empresa pode precisar pagar multas pelo descumprimento da legislação relacionada à proteção de dados sensíveis e pode perder toda a sua credibilidade no mercado. 

Perdendo a confiança dos atuais clientes e dos clientes em potencial, o negócio perde dinheiro, ficando refém de uma estratégia eficiente e elaborada para se recuperar.

Isso sem falar nos danos imediatos dos ataques, que podem inviabilizar as operações por conta da perda de dados essenciais.

Ou seja, se não tratar a segurança da informação e a proteção contra um possível ataque de hacker de maneira responsável, a empresa pode até ter que fechar as portas.

Conscientes disso, os gestores da área de TI precisam estar sempre atualizados sobre os recursos utilizados pelos cibercriminosos, contar com ferramentas de defesa e manter suas equipes treinadas.  

É por isso que agora você vai conferir as informações sobre os principais tipos de ataque de hacker utilizados na atualidade. 

Compreender a lógica de cada um deles vai te ajudar a visualizar como este problema é preocupante.

Não deixe para proteger sua empresa depois que uma invasão for detectada. Você pode e deve evitar que isso aconteça, e o primeiro passo é conhecer os tipos de ataque de hacker. 

 

13 tipos de ataque de hacker

Vamos agora à lista com os tipos de ataque de hacker mais comuns na atualidade, em que vamos explicar como eles acontecem para que você possa proteger suas aplicações.

Antes da lista, porém, é preciso lembrar que existe uma infinidade de recursos e malwares que podem ser aplicados pelos cibercriminosos. 

Esse número aumenta a cada dia e se alia às estratégias maliciosas já existentes, que, por sua vez, também evoluem e são aprimoradas numa velocidade acelerada. 

Então, nossa intenção aqui é apenas enumerar os tipos mais recorrentes de ataques. Tenha em mente que estes não são os únicos.

 

Phishing

O phishing é um dos tipos de ataque de hacker que faz parte da engenharia social e induz o próprio usuário a permitir o acesso indevido a seus dados.

O cibercriminoso, nesse caso, se faz passar por uma pessoa ou instituição de grande credibilidade no intuito de enganar o usuário.

O ataque de phishing pode acontecer de diversas maneiras, sendo as mais comuns entre elas o envio de mensagens instantâneas e os e-mails falsos.

A finalidade é sempre o roubo de informações pessoais ou confidenciais

Por exemplo, você pode receber por e-mail uma mensagem supostamente enviada pelo seu banco solicitando que você informe alguns dados para atualizar um cadastro. 

Quando você decide clicar no link ou enviar suas informações, seus dados são roubados e as consequências podem ser irreversíveis.

Para não cair em um ataque de phishing, o primeiro passo é desconfiar de toda mensagem recebida que solicite dados ou te peça para clicar em um link.

É melhor telefonar para o gerente do banco e descobrir se aquela mensagem é realmente idônea, por exemplo. Alguns minutos de ligação podem evitar grandes danos posteriores.

Prepare sua equipe para esse tipo de ataque, proporcione a seus colaboradores um treinamento para o reconhecimento das tentativas de phishing. 

Se você acha que seu negócio está imune a esse tipo de cibercrime, os riscos que você corre são ainda maiores.

Acredite: os criminosos vão fazer parecer que aquela mensagem ou pedido é idôneo e a pessoa que o recebe não precisa ser tão ingênua para acreditar. 

 

Spoofing

O ataque de spoofing tem a ver com as falsificações de e-mails, DNS e endereços de IP e pode parecer bastante com o ataque de phishing, ainda que utilize uma técnica diferente.

Com o spoofing, os cibercriminosos simulam fontes de IPs confiáveis e conseguem editar os cabeçalhos de e-mails para que eles pareçam legítimos.

Além disso, eles também podem modificar o servidor DNS com o objetivo de direcionar determinado nome de domínio para outro endereço IP. 

Para entender a diferença entre spoofing e phishing, basta lembrar que este último é um recurso da engenharia social e não necessita do download de um malware.

O spoofing, por sua vez, funciona no sentido de roubar a identidade do usuário para agir como se fosse essa pessoa ou instituição.

Mas esses dois tipos de ataque de hacker podem ser usados conjuntamente. O criminoso que utiliza o phishing pode recorrer à falsificação proporcionada pelo spoofing para convencer o usuário. 

Isso acontece quando o usuário recebe um e-mail com um link que leva a um site falsificado muito semelhante ao site original de determinada instituição.

Se este site simula ser a página de um banco, por exemplo, e o usuário digita ali suas informações bancárias para acessar uma conta, o ataque será bem sucedido. 

Para evitar os ataques de spoofing é importante conhecer bem os sites e aplicações aos quais você vai fornecer seus dados e conferir sempre se os endereços acessados correspondem aos endereços oficiais das instituições. 

Do ponto de vista do empreendedor, é importante contar com os recursos de segurança da informação e os treinamentos adequados para proteger suas aplicações e seu site. 

 

 

Backdoor

O backdoor pode ser entendido como um tipo de cavalo de troia e permite ao cibercriminoso o acesso remoto ao sistema infectado.

Com esse controle, o invasor pode abrir, alterar e deletar arquivos, além de instalar e executar softwares. 

A expressão “backdoor” pode ser traduzida como “porta dos fundos”. Assim, existem backdoors que já vêm instalados em sistemas e aplicativos. 

Ou seja, o backdoor é uma entrada secreta ou pouco conhecida do seu sistema ou aplicação. 

Nesse sentido é que os backdoors podem ser pensados pelos próprios desenvolvedores dos sistemas e utilizados sem oferecer perigo, por exemplo, para atualizações e manutenções.

Mas eles também podem representar um grande risco, quando são utilizados pelos cibercriminosos para acessar sistemas e dados comprometendo a segurança da informação. 

É nesse contexto que eles são vistos como cavalos de troia: um intruso que pode adentrar o sistema ou aplicação com a autorização do próprio usuário que, obviamente, não conhece sua natureza maliciosa. 

 

Manipulação de URLs

Os hackers utilizam a manipulação de URL para fazer com que o servidor transmita páginas às quais, a princípio, ele não deveria ter autorização de acesso.

Os desenvolvedores de sites fornecem aos usuários somente os links para páginas que devem e podem ser acessadas.

Com a manipulação da URL, o cibercriminoso testa diversas combinações até conseguir ter acesso a um endereço que corresponde a uma área restrita. 

Com esse recurso, o hacker também pode fazer com que a página envie uma mensagem de erro com o potencial de revelar informações sensíveis ou sigilosas.

Para evitar a possibilidade de alteração manual da sua URL, é importante contar com os recursos adequados de segurança da informação, como, por exemplo, um scanner de vulnerabilidades

 

Ataque DoS

Os ataques DoS ou Denial of Service, expressão que pode ser traduzida como “negação de serviço”, atua no sentido de sobrecarregar um servidor ou computador a partir de um alto volume de pedidos de pacotes.

Por conta desse volume elevado e inesperado, o sistema acaba não conseguindo responder a todas as solicitações e fica indisponível. 

Então, no sentido estrito do termo, o ataque DoS não corresponde a uma invasão mas à garantia de uma sobrecarga para a indisponibilização de um sistema. 

 

Ataque DDoS

O ataque DDoS é uma espécie de evolução do ataque DoS e segue a mesma lógica da sobrecarga do sistema.

Muitas vezes, não é possível derrubar um sistema mais robusto utilizando apenas o DoS, que corresponde a um envio de vários pedidos de pacotes a um servidor a partir apenas de apenas um computador.

Daí a necessidade de utilização do DDoS, que significa Distributed Denial of Service e é uma técnica mais avançada.

Em português, o ataque DDoS poderia ser chamado de ataque de negação de serviço distribuído, ou seja, ele distribui a tarefa de fazer os pedidos dos pacotes ao servidor para diversas máquinas

Nesse contexto, há uma espécie de dominação de um computador sobre outras máquinas que, de maneira simultânea, acessam o mesmo recurso de um servidor.

Dessa forma, é possível sobrecarregar até mesmo os sistemas mais robustos. 

 

Ataque DMA

A sigla DMA significa Direct Memory Access ou, em português, Acesso Direto à Memória.

Esse tipo de ataque possibilita que o hardware de uma máquina tenha acesso direto à memória RAM, sem ter que passar pelo processador.

Dessa forma, há uma aceleração do processo de transferência e processamento do computador. 

A princípio o DMA pode parecer um recurso inofensivo e promissor, mas ele também pode ser utilizado pelos hackers.

Esses cibercriminosos recorrem ao DMA para acessar os dados da memória RAM através de um periférico, mesmo sem utilizar um software específico.

 

Eavesdropping

Podendo ser traduzido como “espionagem”, o ataque de eavesdropping é utilizado pelos cibercriminosos para violar a confidencialidade do usuário. 

Para isso, eles recorrem a diferentes sistemas de e-mail, aplicações de mensagens instantâneas e serviços de internet para interceptar dados e usá-los de maneira indevida.  

Por isso o nome do ataque faz menção à espionagem, já que o hacker atua como um espião, que não altera as informações, apenas as recolhe e armazena.

É claro que essas informações são utilizadas posteriormente para diversas finalidades que certamente não são do interesse do usuário.  

 

Decoy

O ataque de Decoy consiste na simulação pelo hacker de um sistema ou programa aparentemente legítimo.

O objetivo é atrair o usuário para que ele faça login, armazenando ali suas informações, que posteriormente serão utilizadas indevidamente pelo cibercriminoso. 

 

Shoulder surfing

Essa expressão pode ser traduzida como “espiar sobre os ombros” e, na verdade, não é um recurso tecnológico nem uma ferramenta.

Trata-se exatamente da ideia exposta na expressão que designa esse tipo de ataque: o criminoso observa a tela do usuário quando ele a está utilizando para acessar dados sigilosos. 

 

Zero Day

O ataque Zero Day ou “ataque do dia zero” corresponde à procura feita por hackers pelas possíveis falhas de segurança de um sistema ou aplicação assim que ele é lançado. 

Dessa forma, é possível explorar vulnerabilidades antes que elas sejam corrigidas pelos desenvolvedores.

 

Ransomware

Esse tipo de ataque consiste numa espécie de sequestro dos dados. Ele bloqueia o dispositivo ou sistema e rouba dados e arquivos, impedindo que o usuário os acesse.

Para a recuperação dos dados roubados, os “sequestradores” solicitam que a vítima pague valores em dinheiro. 

 

Ataque de força bruta

O brute force é usado para a obtenção de chaves, senhas ou informações de acesso do usuário. 

Para colocá-lo em prática, os cibercriminosos recorrem a programas que executam diversas combinações até a descoberta da senha correta.

A princípio, essas tentativas eram realizadas manualmente, mas atualmente os referidos programas já são amplamente utilizados. 

Mas não é tão complicado lidar com esse tipo de ataque. Os firewalls e os sistemas que bloqueiam o login após determinada quantidade de tentativas de acesso são ótimos recursos.

 

Concluindo

Conhecendo bem os recursos e as práticas utilizadas pelos hackers, é possível recorrer a estratégias adequadas para a proteção dos seus dados e sistemas. 

O conhecimento é o primeiro passo para garantir a segurança da informação. Por isso, é importante manter-se atualizado sobre os tipos de ataque de hacker e proporcionar a preparação adequada à sua equipe para lidar com eles. 

Um recurso muito eficiente contra variados tipos de ataque de hacker são os testes de segurança. Não deixe de ler: Teste de segurança: 7 tipos para aplicar no seu código.

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