Gestão de vulnerabilidades: o que é e quais os riscos evitados

Para entender o conceito de gestão de vulnerabilidades de TI é importante conhecer primeiro o conceito de vulnerabilidade.

De acordo com a ISO 27000, a portaria de Sistemas de Gestão de Segurança da Informação, vulnerabilidades são “fraquezas de um ativo que poderia ser potencialmente explorado por uma ou mais ameaças”.

Essas vulnerabilidades, ou fraquezas, podem acontecer durante os processos de concepção, implementação, configuração ou operação de um ativo ou controle.

Elas podem ser geradas nas próprias empresas por meio de falhas humanas (colaboradores), softwares desatualizados ou de forma mal-intencionada.

Logo, toda empresa precisa minimizar essas fraquezas por meio de uma gestão de vulnerabilidades. E é por isso que preparamos o artigo de hoje!

O que é a gestão de vulnerabilidades?

A gestão de vulnerabilidades é a identificação, análise e resposta às fraquezas e ameaças diagnosticadas nos sistemas da organização.

Isso significa gerenciar os riscos cibernéticos, como brechas de dados e ciberataques, que por sua vez podem gerar danos financeiros, patrimoniais, legais e até à credibilidade da empresa.  

Assim, uma boa gestão de vulnerabilidades irá priorizar, monitorar e tratar as lacunas na segurança de aplicações, computadores, redes, dispositivos e softwares. 

Exemplos comuns de vulnerabilidades em TI são falhas no projeto, implementação ou configuração de softwares e redes, além de erros na criptografia e validação de dados. 

A gestão de vulnerabilidades precisa ser um processo ativo e preventivo, antecipando os  riscos e impedindo que usuários mal intencionados explorem as falhas do sistema para ataques cibernéticos.

Por isso, o gerenciamento deve ser contínuo e se apoiar em determinados frameworks, técnicas e ferramentas para garantir o mapeamento das vulnerabilidades e seus riscos associados. 

Garantir a gestão de vulnerabilidades é, portanto, uma das formas mais inteligentes e de baixo custo para garantir a segurança do sistema

Entretanto, ainda existem gestores focados em minimizar os danos após os ataques cibernéticos, culpando a dificuldade na implementação da gestão de vulnerabilidades.

Por isso, vamos ver como essa gestão pode ser desenvolvida e por que ela vale a pena. Vamos juntos?  

Como a gestão de vulnerabilidades pode ser feita?

Para desenvolver a gestão de vulnerabilidades de TI, a empresa deve adotar processos contínuos que funcionem em ciclos, permitindo ajustes e melhorias na cibersegurança.

A gestão de vulnerabilidades é, de fato, muito mais complexa do que o simples uso de uma ferramenta que identifique vulnerabilidades. Ela demanda um conjunto de ações, atenção e envolvimento, mas seus resultados são muito acima do que os investidos em sua criação e manutenção.

O processo de gestão de vulnerabilidades deve incluir um passo a passo bem alinhado, como: precisa incluir fatores como:

  • Identificação;
  • Análise; 
  • Priorização (quais vulnerabilidades devem ser corrigidas com mais urgência);
  • Aplicação de medidas preventivas e redução de impacto;
  • Tratamento (correção das vulnerabilidades);
  • Monitoramento das falhas e probabilidades.

Vale destacar que para que a gestão de vulnerabilidades seja eficaz é preciso instaurar diretrizes de segurança da informação, com o propósito de proteger a empresa no âmbito tecnológico em todos os setores.

Uma das ferramentas mais populares nesse processo é o scanner de vulnerabilidades, um software responsável pela análise dos sistemas em busca de lacunas na segurança. 

Assim, é possível automatizar as varreduras e monitorar continuamente um sistema ou rede, validando a segurança e minimizando a possibilidade de erros. 

Os scanners podem ser autenticados, explorando estruturas mais profundas, e não autenticados, que atuam em uma base de dados já conhecida ou pública. 

É a partir dos relatórios emitidos por esses scanners que os profissionais de TI podem realizar o chamado teste de invasão (penetration testing ou apenas pentest), capaz de detectar vulnerabilidades minuciosamente.

Outra forma de garantir o padrão de gestão de vulnerabilidades de TI é aderir às certificações de cibersegurança individuais e para a empresa, como CISSP, CISM, NIST, ISO 27001 e CSA+, baseadas nas melhores práticas de segurança da informação existentes no mercado.

Além disso, podem ser utilizadas ferramentas de monitoramento de redes, identificação de malwares, tratamento de falhas, geração de análises, entre outras.

Existem também plataformas de gestão integrada de segurança da informação e conformidade, que centralizam a gestão das vulnerabilidades.

A plataforma traz rastreabilidade e visibilidade através de dashboards e atribuição de riscos de acordo com o contexto do negócio, para redução de tempo de exposição às ameaças. 

Quais riscos a empresa pode ficar suscetível caso a gestão de vulnerabilidades não seja uma realidade da organização?

Que a gestão de vulnerabilidades zela pela segurança cibernética da organização, você já sabe. Vamos entender um pouco melhor sobre os riscos que a empresa corre sem essa implementação adequada.

Riscos minimizados com a gestão de vulnerabilidades

Riscos como os ataques cibernéticos, ocorrem por meio de um vetor: um caminho, ou um meio, pelo qual um invasor pode obter acesso indevido a um sistema interno, comprometendo dados da empresa e instalando diferentes tipos de malware.

Esses ataques cibernéticos podem ser divididos em dois grupos:

  • Passivo: quando o ataque tenta obter o acesso ou utilizar as informações do sistema, sem afetar diretamente os recursos do sistema;
  • Ativo: quando pode alterar um sistema ou sua operação, explorando vulnerabilidades não tratadas, falsificando e-mails ou até mesmo sequestro de domínio.

Além dos ataques cibernéticos, também precisamos falar sobre o vazamento de dados, especialmente com a LGPD em vigor. 

Ter dados de clientes vazados pode trazer inúmeras consequências para uma organização, inclusive em relação à credibilidade, que podem ser piores que as multas.

Afinal, após a exposição de dados de titulares, como atraí-los de volta para a empresa? Ou até mesmo conquistar novos?

Uma violação de dados, ou data breach, expõe informações confidenciais e sensíveis a um usuário indevido. Quando essas violações ocorrem por meio de ciberataques, esses dados são compartilhados, vendidos ou usados para extorsão.

Ou seja, a gestão de vulnerabilidades pode minimizar esses impactos.

Como a gestão age e ajuda na prevenção desse problema?

A gestão de vulnerabilidades atua diretamente na prevenção desses riscos cibernéticos. Esse é o seu principal objetivo.

As vulnerabilidades e ameaças mudam a todo instante, por isso, esse é um trabalho relevante e que não pode ser negligenciado. 

Logo, os softwares precisam sempre estar atualizados, novas pessoas precisam se envolver nos processos (especialmente dos setores mais importantes) e cada nova solução atual de segurança precisa ser testada.

É interessante apostar em tecnologias que envolvam gestão de vulnerabilidades, afinal, elas tornam os processos mais ágeis, automatizados e identificam ainda mais falhas do que apenas testes de segurança manuais.

Ainda que a empresa utilize soluções em nuvem para armazenar dados e softwares, a gestão de vulnerabilidade age em todas essas ameaças.

Contar com a ajuda de consultorias e parceiros de TI é fundamental, pois reduz tempo demandado para atividades de gestão e dá ainda mais segurança por contar com profissionais especializados na tarefa.

Tenha controle e monitoramento de todo o processo.

A busca por um processo bem desenvolvido e aprofundado deve ser o objetivo de todo gestor que tenha como objetivo melhorar a segurança de sua aplicação.

É extremamente importante destacar que um processo de gestão de vulnerabilidades não funciona como uma ferramenta de varredura esporádica. É um processo cíclico e que demanda uma execução responsável e permanente

O uso de todas as ferramentas é importante, mas sua utilização deve fazer parte do todo e não desenvolvida em unidade.  

Agora que explicamos sobre a gestão de vulnerabilidades e sua fundamental atuação na empresa, perguntamos, como você está cuidando desse setor na sua organização? Já é uma realidade na sua empresa? 

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Gestão de vulnerabilidades é coisa séria. Conte com quem é especialista no assunto.

 

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