Scanner de Vulnerabilidade: o que é e por que ele é essencial

A segurança da informação é uma das principais preocupações dos empreendedores na atualidade e o scanner de vulnerabilidade é um importante aliado na detecção de erros e falhas dos sistemas. 

Neste artigo, vamos explicar o que é essa ferramenta, como ela funciona e por que é tão importante no contexto empresarial.

Confira os próximos tópicos.

 

O que é vulnerabilidade?

Para compreender do que se trata um scanner de vulnerabilidade, é preciso primeiro saber o que é uma vulnerabilidade virtual. 

Vamos recorrer, então, à definição da ISO 27000: vulnerabilidades são fraquezas de um ativo que poderiam ser potencialmente exploradas por uma ou mais ameaças.

Essas fraquezas podem surgir em diversas situações. Elas podem estar presentes já na concepção do ativo, em sua implementação ou durante a configuração e utilização do mesmo. 

Suas causas podem ser várias: falhas humanas, falta de atualização ou, simplesmente, falta de foco nessa possibilidade durante a implementação do ativo. 

Isso significa que os seus ativos podem estar sujeitos a um ciberataque a qualquer momento, principalmente se você não busca recursos que anulem essas vulnerabilidades. 

O que fazer então? Primeiro é preciso ter em mente que manter um ativo 100% seguro, sem vulnerabilidades e imune a qualquer ataque é praticamente uma utopia.

É por isso que as ações nesse sentido precisam ser constantes e periódicas. Novas estratégias de ataque surgem a cada dia e novas vulnerabilidades também.

Assim, a utilização do scanner de vulnerabilidade torna-se uma necessidade, como veremos nos tópicos seguintes. 

 

O que é scanner de vulnerabilidade?

O scanner de vulnerabilidade pode ser definido como uma ferramenta automatizada de segurança da informação que possibilita a detecção de falhas e brechas em um sistema.

Não se trata de uma análise que é feita uma única vez com o apontamento de possíveis vulnerabilidades. Pelo contrário, sua função é de monitoramento contínuo de redes, dispositivos e aplicações em busca de possíveis fragilidades que possibilitem a ação de cibercriminosos. 

Depois de cada varredura, o scanner de vulnerabilidade faz uma categorização dos riscos e sugere ações corretivas.

As vulnerabilidades identificadas podem ser, por exemplo, portas abertas, padrões de codificação inseguros, furos de autenticação, erros em senhas, dentre diversos outros. 

Esses problemas deixam a sua infraestrutura sujeita aos ciberataques e ao vazamento de informações.

É nesse contexto que o scanner de vulnerabilidade se torna um grande aliado da gestão de TI, já que possibilita a identificação e a correção de vulnerabilidades, além do controle de riscos relacionados à segurança da informação. 

O objetivo é encontrar os erros e falhas das suas aplicações antes que um cibercriminoso o faça e, assim, corrigi-los a tempo de evitar um ataque

Ao recorrer a um scanner de vulnerabilidade, você protege os seus ativos e estabelece um melhoramento contínuo da sua infraestrutura de TI.

Isso acontece porque, ao trabalhar no combate às vulnerabilidades, todo o seu sistema é aprimorado constantemente. Lembre-se de que no mundo da tecnologia nada é permanente e irretocável.

Para alcançar essa meta é que as varreduras do scanner de vulnerabilidade são periódicas e constantes.

Ele procura brechas em cada “canto” do seu banco de dados e as categoriza conforme o nível de risco que cada uma oferece.

Como o scanner também sugere ações a serem realizadas para corrigir os problemas encontrados, fica mais organizado o processo de combate às vulnerabilidades. 

Dessa forma, você previne prováveis ameaças que podem trazer grandes prejuízos ao seu negócio. 

 

Como funciona o scanner de vulnerabilidade?

Como vimos, a atuação do scanner de vulnerabilidades é constante e é essa constância que garante a sua efetividade. 

Através das várias varreduras, a ferramenta vai detectando as alterações que acontecem ao longo de um período predeterminado. 

Os tipos de varreduras realizadas são duas: as internas e as externas. As primeiras (internas) se dedicam à procura de brechas dentro da própria rede. 

Já as varreduras externas identificam as ameaças mais imediatas que podem prejudicar a sua empresa, além de promover uma verificação das entradas da sua rede e possíveis “buracos” no firewall.

Além desses padrões de varredura, o scanner de vulnerabilidade também recorre a um sistema de aquisição ativa e passiva de informações.

A aquisição ativa de informações envia vários pacotes com pontos característicos, que quase nunca seguem as recomendações. Depois disso, são analisadas as respostas para a determinação da aplicação utilizada. 

Já a aquisição passiva necessita de um tempo de análise muito maior, é menos intrusiva e corre menos riscos de ser detectada por um sistema de detecção de intrusos. 

 

Por que é tão importante utilizar um scanner de vulnerabilidade?

No contexto organizacional é praticamente impossível encontrar um gestor que não use a tecnologia em benefício do seu negócio.

E, se há tecnologia, deve haver também uma preocupação com a cibersegurança e com a proteção dos dados.

Entre os danos que uma vulnerabilidade pode causar a uma empresa estão a criação de uma imagem institucional negativa e os prejuízos financeiros.

Sem o scanner de vulnerabilidades, as brechas geralmente só são encontradas depois que a empresa passa por algum problema cibernético. 

Ou seja, nesse caso, o prejuízo é inevitável e vai voltar a ocorrer se não houver uma ação preventiva. E a melhor prevenção nesse contexto é a utilização do scanner de vulnerabilidade. 

A partir da atuação dele, é possível criar um planejamento estratégico, com aplicação constante de novos recursos para a proteção dos sistemas e informações.

Por isso, dizemos que o scanner de vulnerabilidade é uma ferramenta preventiva e corretiva essencial na proteção dos ativos da empresa e na prevenção contra riscos cibernéticos. 

Além de cuidar da segurança da informação, a ferramenta torna-se também uma aliada para a promoção da melhoria constante do desempenho dos sistemas. 

Isso sem falar na ajuda enorme que o scanner de vulnerabilidade representa para a adequação das redes e sistemas da empresa a normas internas de segurança e também às leis relacionadas à proteção de dados. 

Certamente você está ciente sobre a vigência no Brasil da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados / Lei nº 13.709/2018), cujas regras estão valendo desde agosto de 2020.

O prazo para que as empresas fizessem as adequações necessárias foi maio de 2021, ou seja, sua empresa precisa garantir a segurança de todos os dados pessoais com os quais lida cotidianamente, caso contrário já estará descumprindo a Lei.

A LGPD traz à tona diversas questões relacionadas à privacidade e ao sigilo de dados e se você quer saber mais sobre a relação entre ela e a detecção de brechas nos sistemas e aplicações de uma empresa, que necessariamente precisa contar com a ajuda do scanner de vulnerabilidade, basta baixar nosso ebook sobre o assunto

 

Receba novidades:







    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *