Segurança da informação: como proteger seu e-commerce

Se estar presente no mundo digital já era importante, com a pandemia, essa situação se intensificou.

Por isso, se você já compreendeu essa necessidade e fez um e-commerce para sua empresa, há algumas coisas que você precisa saber.

Especialmente, a importância de estar de olho na segurança da informação e proteger seus dados e dos seus clientes, cuidando da credibilidade do seu negócio e em atenção às novas regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Se você tem dúvidas sobre o assunto ou deseja saber mais, acompanhe a leitura.

 

O que é segurança da informação?

A segurança da informação envolve um conjunto de ações que visa proteger dados a partir do valor que eles possuem para a empresa ou no âmbito particular.

Para a área de TI, ela está mais focada nos softwares e demais sistemas de comunicação, mas a segurança da informação é um conceito amplo e abrange todos os aspectos da proteção de dados.

Nas organizações, a segurança da informação é realizada a partir das políticas, processos e métodos que devem ser empregados para que o envio e movimentação de dados e informações seja seguro e controlado, reforçando a confidencialidade dos dados.

 

Qual é a importância da segurança da informação para as empresas?

A segurança da informação não pode ser vista como um diferencial, ou uma simples estratégia para o seu negócio – embora também faça parte –, a segurança da informação é essencial.  

No contexto estratégico, a posse de dados pode ser utilizada para a organização, posicionamento e crescimento da organização.

Também vale lembrar que todas as informações referentes a uma organização, constituem um certo tipo de poder, tanto os dados dos clientes, quanto as utilizadas no ambiente interno, por exemplo: análise do trabalho, concorrentes, mercado, criação de novos produtos, abertura de filiais, entre outras.

Nesse cenário, outra observação importante é que os ciberataques estão cada vez mais frequentes e especializados. 

Atualmente, esses crimes não se concentram apenas no vazamento de dados, mas no sequestro dessas informações, configurando um risco ainda maior para as empresas.

E o Brasil é o principal alvo dos hackers na América Latina, com mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no primeiro trimestre de 2021. Por isso, é importante se precaver e evitar danos irreversíveis.

A segurança da informação só é eficaz quando desenvolvida a partir de um planejamento focado em medidas de segurança que envolvam a empresa de forma geral.

Além de medidas preventivas, é importante ter um plano para as falhas que eventualmente ocorram por meio das vulnerabilidades existentes nos sistemas da empresa.

 

Os 4 pilares da segurança da informação

Um bom plano de segurança da informação é desenvolvido a partir de quatro pilares:

 

  • Confidencialidade;
  • Integridade;
  • Disponibilidade;

 

  • Autenticidade.

Dessa forma, todo o planejamento de segurança da informação precisa estar alinhado com os quatro pilares que indicamos acima. As razões para isso, não são difíceis de imaginar, quando pensamos no cenário das organizações. Mas, iremos explicar abaixo.

 

 

Confidencialidade

A confidencialidade corresponde à forma como é desenvolvida a proteção dos dados para evitar o risco de ciberataques. 

Um problema de confidencialidade, como resultados de ciberataques bem sucedidos, por exemplo, pode gerar roubo ou sequestro de dados importantes da empresa ou dos clientes.

Essa situação pode acarretar além de sérios prejuízos financeiros, problemas com a credibilidade da organização, e danos à imagem perante a sociedade.  

 

Integridade

A integridade rege para que os dados não sejam modificados de forma indevida, o que na prática, significaria comprometimento da integridade dessas informações.

Para isso, a estrutura do setor de TI precisa evitar vulnerabilidades em seus sistemas e dispositivos. 

Cuidar da integridade das informações é fundamental. Arquivos corrompidos e falta de backups podem comprometer dados essenciais da empresa.  

 

Disponibilidade

Como o próprio nome diz, a disponibilidade corresponde à possibilidade de acesso das informações para visualização e modificação conforme o acesso dos colaboradores, até mesmo de forma remota. 

Não adianta ter todos os dados para a execução das atividades se o acesso deles for dificultado no momento em que precisam ser usados.

Além de garantir a agilidade nos processos, ter atenção a esse pilar pode prevenir ataques de ransomware, que visam a indisponibilidade dos dados para fins maliciosos.

 

Autenticidade

A autenticidade diz respeito à manutenção fiel dos dados, ou seja, preza para que se mantenham da mesma forma da versão original, a que foram armazenados inicialmente. 

Por fim, para garantir a segurança da informação, é primordial prezar pela garantia da autenticidade desses dados. 

É preciso prevenir que fraudes ocorram e resultem em dados clonados, roubados ou vazados, fazendo que outras pessoas se passem pelos titulares das informações.

Quando essas situações são evidenciadas, demonstram as falhas de segurança da empresa ao público, que, por sua vez, quebra a confiança na empresa e expõe o ocorrido para outras pessoas.

Em tempos de redes sociais, a propagação dessas falhas pode ocorrer ainda mais depressa, sendo muito difícil reverter a péssima imagem da organização.

Para implementar a segurança da informação de forma assertiva na sua empresa não deixe de lado a atenção a esses quatro pilares.

 

Quais as consequências de não investir em segurança da informação?

Apesar da explosão das vendas on-line e da necessidade de expansão dos e-commerces, ainda há muito que amadurecer em segurança da informação nessas plataformas.  

As certificações necessárias e medidas de segurança são essenciais para a proteção da sua loja virtual. Sem ações bem planejadas, o risco de que seu negócio se torne um alvo fácil para invasões de hackers é muito grande.

Os riscos envolvem o roubo de informações cadastradas pelos clientes, como endereço, registros pessoais, compras com cartões clonados ou até informações da própria estrutura do e-commerce, referentes à empresa.

Caso a segurança da informação ainda não seja uma prioridade na sua empresa, vale a pena rever seus conceitos. Afinal, não envolve apenas a organização, mas riscos para os clientes.

Uma experiência negativa do consumidor pode gerar desconfiança, quebra do relacionamento e da reputação da empresa no mercado, diminuindo as indicações e, consequentemente, as vendas.

Outro erro comum é dar prioridade para a redução de custos, investindo em soluções mais baratas e pouco eficientes, que podem abrir brechas na cibersegurança da empresa.

Além de correr riscos com os roubos e vazamentos de informações, essa atitude pode prejudicar os processos internos da empresa, gerando transtornos, atrasos e até paralisação dos serviços.

A correção dessas falhas não é algo simples, o que é mais um motivo para a prevenção, já que o tempo estimado para esse processo pode durar dias, inviabilizando os sistemas da empresa e acarretando prejuízos financeiros.

Ciberataques que ocasionem vazamento ou sequestro de dados, roubo de senhas e dados sensíveis, entre outros, podem comprometer a longo prazo a segurança da informação. Além disso, a reputação da organização fica manchada.Esses são apenas alguns exemplos, mas podem ocorrer até mesmo danos mais sérios, por isso é importante priorizar e investir em segurança da informação.

 

Quais os erros mais comuns de segurança de dados em um e-commerce?

Quando o assunto é segurança da informação em e-commerce, é preciso ter muita cautela. Afinal, você precisará de diversos dados dos seus clientes para poder enviar os produtos via Correios ou transportadora. 

Isso significa ter em mãos, além do nome e telefone do cliente, dados como CPF e endereço. 

A posse dos dados é importante por motivos óbvios, porém, armazenar dados indiscriminadamente, solicitar dados que não terão uso e realizar essas atividades em uma plataforma sem certificação de segurança é extremamente perigoso para a sua loja virtual.  

Por isso, é extremamente importante aliar seu e-commerce ao certificado SSL, que faz com que o seu site seja mostrado como seguro em navegadores como o Google Chrome.

 

Como garantir a segurança da informação no seu e-commerce?

Vazamento e roubo de dados podem trazer danos sérios ao negócio, como já vimos. A boa notícia é que algumas atitudes simples podem ajudar a garantir mais segurança ao seu e-commerce. 

Veremos mais sobre isso a seguir.

 

Mapeamento da plataforma

O mapeamento da plataforma nada mais é do que uma análise para identificar potencialidades e possíveis vulnerabilidades no e-commerce

Assim, é possível propor estratégias para prevenir contra ciberataques, trazer proteção genuína aos dados e até mesmo investir em sistemas completos de segurança da informação.

Mas, como fazer esse mapeamento? Sabemos que plataformas de gestão de vulnerabilidades podem ser bem caras e, geralmente, pagas em dólar. 

Pensando nisso, criamos o Insider, um scan de vulnerabilidades 100% brasileiro e seguro, que tem preço justo para quem quer monitorar possíveis brechas em aplicações, além da possibilidade de testar gratuitamente a ferramenta.

 

Exigências no cadastro

O cadastro é parte fundamental na segurança do e-commerce, afinal o processo que assegura os dados, inicia antes da compra efetiva.

Quando o usuário se cadastrar é importante que ele passe por diversas fases, como a verificação em duas etapas, ou ferramentas como o reCAPTCHA, a fim de evitar inscrições mal-intencionadas e realizadas por robôs.  

 

Monitoramento constante

O monitoramento on-line precisa ser constante, por isso, além da atenção da equipe de TI, é importante contar com uma ferramenta que auxilie nesse trabalho, para diminuir possíveis falhas. 

Alguns sistemas também realizam “falsos ataques” para diagnosticar quão segura a plataforma é, auxiliando a segurança da informação.

Para esse monitoramento constante você também pode utilizar o Insider. 

Site sempre atualizado

É fundamental que o seu e-commerce mantenha aplicações, extensões e certificados atualizados para que não se torne um alvo fácil de invasões.

Além de ser um sistema fácil e necessário, manter os patches de segurança atualizados, é uma das medidas mais efetivas para garantir a proteção das informações do site e dos usuários.

Obrigatoriedade do uso de senhas fortes

Senhas fortes são maneiras simples, mas muito eficazes para proteger seu e-commerce

Torne obrigatório o uso de senhas fortes pelos seus clientes, já que eles constituem a maneira mais óbvia de vulnerabilidade, quando optam por senhas fracas.

Preze por uma política de senhas que contem com número mínimo de caracteres, algarismos especiais e combinação de letras e números, por exemplo.

Esse sistema de prevenção atua de forma precisa contra fraudes e colabora com a reputação do e-commerce.

 

Identificação de sinais de fraude

Detectar fraudes é importante para prevenir danos mais sérios. Para isso, é preciso que ocorra monitoramento constante, a fim de dar atenção a todos os setores do e-commerce, já que individualmente essa análise não seria eficaz.

Tentativas de fraude podem iniciar com compras de valor expressivo, endereços falsos e uso de caixas postais no destinatário. Use sempre confirmações por e-mail ou SMS para garantir a titularidade do comprador. 

 

Adequação às regras da LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já é uma realidade. E quem utiliza plataformas e-commerce precisa estar atento às novas regras.

Empresas mais seguras no mundo on-line se destacam no mercado, mas, não importa o porte da sua empresa, todas estão sujeitas às normas impostas pela LGPD, que disserta especialmente sobre a proteção dos dados e segurança da informação.  

A Lei Geral de Proteção de Dados impõe que os sites ampliem a segurança fornecida aos usuários e forneçam autonomia sobre os dados que desejam compartilhar.

A LGPD regulamenta o comportamento das empresas quanto ao armazenamento e processamento de dados dos clientes. 

O objetivo é garantir maior segurança em relação às informações pessoais obtidas pelos e-commerces. Agora, o uso desses depende do consentimento dos titulares.

As plataformas de e-commerce precisarão mais do que nunca investir em segurança de dados e tomar cuidado com a retenção de informações. É preciso realizar backups e deixar disponível a opção para que os consumidores excluam seus dados, após efetuar a compra, por exemplo.

Para isso, é preciso buscar ferramentas que auxiliem essas boas práticas, especialmente quanto à gestão de vulnerabilidades, já que as sanções para quem não cumprir as regras são pesadas.

 

 

 

 

Investimento em gestão de vulnerabilidades

A gestão de vulnerabilidades é o nome dado ao processo de que monitora, identifica, analisa e classifica cada uma das vulnerabilidades de um sistema

O ambiente virtual está cada vez mais movimentado e, assim como no ambiente off-line, é impossível garantir 100% de segurança contra possíveis ataques.

Porém, é necessário cuidar ao máximo para que as plataformas estejam protegidas, oferecendo suporte e segurança para diminuir riscos.

Esse cuidado preventivo é uma das tarefas da gestão de vulnerabilidades: encontrar os pontos fracos do sistema e trabalhar cada um deles antes que os problemas ocorram de fato.

Esse tratamento corrige as fraquezas, aplicação de controles e mitiga os impactos nas plataformas, monitorando o processo regularmente para garantir que continue sendo efetivo.

Assim, durante  a gestão de vulnerabilidades efetua-se a análise e comparativos para que se avalie as mudanças ocorridas, os progressos e brechas que ainda precisam de ajuste.

A gestão de vulnerabilidades tem a função de:

  • Identificar e mitigar brechas que possam resultar em falhas de segurança;  
  • Modificar e atualizar sistemas para que se tornem mais efetivos;
  • Implantar ferramentas de segurança e mantê-las atualizadas constantemente;
  • Melhorar constantemente os sistemas de segurança já instalados.

É preciso tomar cuidado para não confundir a gestão de vulnerabilidades com o scan ou análise de vulnerabilidades.

Tanto o scan quanto a análise são importantes para a gestão de vulnerabilidades, mas são apenas ferramentas que auxiliam o processo.

A gestão de vulnerabilidades é um conceito amplo e menos automatizado, sendo necessária a contratação de equipe especializada para seu pleno desenvolvimento.  

Para entender melhor sobre a gestão de vulnerabilidades e as regras impostas pela LGPD, baixe nosso e-book gratuitamente. 

 

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