Teste de segurança: 7 tipos para aplicar no seu código

Diante do constante aprimoramento das estratégias de ciberataques e da multiplicidade de aplicações com as quais as empresas precisam trabalhar cotidianamente, o teste de segurança tornou-se um recurso fundamental. 

Testar a segurança da sua infraestrutura deve ser uma tarefa recorrente, já que um sistema considerado seguro hoje pode não permanecer da mesma forma amanhã.

Mas quais testes devem ser realizados? Qual ou quais são os mais essenciais para as necessidades específicas da sua empresa?

Neste artigo, vamos falar sobre os diversos tipos de teste de segurança, apresentando os principais entre eles para que você possa definir quais devem ser usados em sua empresa.   

Confira nos tópicos seguintes.

Quais são os tipos de teste de segurança?

Existem diversos tipos de teste de segurança e é importante ressaltar que você não precisa escolher apenas um deles.

Se for interessante para a segurança digital da sua empresa, você pode realizar mais de um teste de segurança periodicamente.

A função dessas ferramentas é ajudar na identificação de possíveis códigos com vulnerabilidades e possibilitar que o aplicativo ou software funcione sem apresentar bugs após o seu desenvolvimento.

A eliminação de todos os possíveis bugs é uma meta constante para os desenvolvedores de softwares. 

Mas, mesmo após a utilização dos sistemas, é preciso continuar recorrendo ao teste de segurança periodicamente, para evitar danos à imagem das organizações e também os prejuízos financeiros. 

Por isso é que você deve conhecer os principais testes utilizados: para aplicá-los de acordo com as necessidades do seu negócio. 

É importante lembrar também que são muitos os testes disponíveis e, por isso, vamos nos ater aos principais testes aos quais os gestores de TI podem recorrer atualmente. 

Saiba mais sobre eles lendo os subtópicos seguintes.

 

SAST

São diversas as ferramentas de teste de segurança conhecidas pela sigla AST (Application Security Testing). Neste artigo vamos falar sobre as três mais conhecidas entre elas: SAST, DAST e IAST. 

A primeira delas, o SAST (Static Application Security Testing ou teste de segurança de aplicativo estático) é aplicado nas etapas iniciais do desenvolvimento do software.

Seu objetivo é a condução de avaliações para a detecção de falhas antes do início da produção. 

Nesse contexto, é possível descobrir complexas vulnerabilidades que podem ser resolvidas com muita agilidade, já que o desenvolvimento ainda está em seus primeiros estágios.  

 

DAST

O DAST (Dynamic Application Security Testing ou teste de segurança de aplicativo dinâmico) possibilita uma análise externa da aplicação antes que ela seja colocada no ar. 

Ou seja, a análise do DAST é feita de fora para dentro, sendo ele um ótimo teste de segurança para encontrar vulnerabilidades visíveis. 

Ele mostra pontos que podem ser melhorados rapidamente e identifica problemas de tempo de execução, tarefa que o SAST não consegue cumprir. 

Uma das principais vantagens do DAST é que ele pode ser trabalhado com linguagens de programação e estruturas personalizadas.

 

 

IAST

O IAST (Interactive Application Security Testing ou teste de segurança de aplicativo interativo) analisa aplicativos em execução com base na instrumentação de software. 

Isso significa que ele trabalha dentro do software e tem acesso a uma quantidade maior de dados, o que também amplia a sua cobertura e possibilita a detecção mais precisa da origem dos pontos fracos. 

Como ele é aplicado no início do ciclo de vida do projeto, os problemas são identificados precocemente, o que evita os atrasos e reduz os custos. 

Após o teste, o IAST fornece linhas de código completas com informações detalhadas que facilitam a resolução das falhas pelo time de segurança

 

Pentest

O Pentest também é conhecido como teste de penetração ou teste de intrusão e se baseia em uma simulação de ataque que tem o objetivo de descobrir quais são os pontos fracos dos sistemas. 

Ao descobrir, então, as vulnerabilidades do software, é possível resolvê-las, diminuindo as falhas e brechas que poderiam ser exploradas por cibercriminosos.

Isso porque, além de identificar as vulnerabilidades, o Pentest tem a função de sugerir ações que vão minimizar os problemas identificados no teste de segurança. 

Nesse contexto, as técnicas utilizadas na aplicação do Pentest são muito parecidas com as estratégias utilizadas por hackers, já que se trata de uma simulação de invasão. 

Mas como, obviamente, o objetivo é exatamente o contrário do que seria a intenção de um criminoso, as técnicas do Pentest são chamadas de white hat attacks, que seriam os “ataques bem-intencionados”. 

Geralmente, esse tipo de teste de segurança é aplicado aos recursos que possuem maior probabilidade de apresentarem problemas de segurança. 

Assim, o Pentest é visto como uma espécie de auditoria técnica, sobre a qual os administradores do sistema precisam estar cientes. 

 

Teste Red Team

O Red Team também é conhecido como hacking ético e visa à verificação de como a sua equipe de TI responderia a um ataque cibernético real.

Em comparação com o Pentest, podemos dizer que o Red Team cobre um escopo mais amplo e não precisa ser utilizado para analisar apenas uma aplicação que preocupa os gestores. 

Ele pode ser aplicado aos ativos de TI como um todo. As regras de engajamento na reação contra o ataque podem ser definidas previamente com base na ética e na cultura organizacional. 

Esse tipo de teste de segurança é uma boa opção se você quer observar de perto como seria um ataque e como seria a reação da sua equipe. 

Enquanto o Pentest procura descobrir todas as brechas possíveis para auxiliar em sua resolução, o Red Team vai explorar qualquer vulnerabilidade encontrada. 

 

Programas de recompensas de bugs

Esses programas estão relacionados ao oferecimento de uma retribuição para quem apontar alguma vulnerabilidade específica dentro de uma estrutura de TI. 

A participação pode ser aberta a qualquer pessoa ou mediante convite e a recomendação é que só se recorra a esta opção após a utilização de algum outro teste de segurança.

 

Varredura de vulnerabilidades

A varredura de vulnerabilidade é a execução de um software que vai procurar brechas e falhas em seu sistema, como, por exemplo, uma configuração incorreta que pode expor dados pessoais dos clientes. 

Depois da varredura, o software oferece um relatório com a lista de vulnerabilidades e sugestões de ações para saná-las. 

A chave do sucesso desse tipo de teste de segurança está na colocação dessas recomendações em prática e não na varredura em si.

As varreduras podem ser feitas em todos os recursos que utilizam a internet, em sistemas de rede internos e como parte das etapas de desenvolvimento de softwares. 

E já que os assuntos são teste de segurança e vulnerabilidade, vamos finalizar este artigo te convidando a conhecer o Insider, um scanner de vulnerabilidades que vai te ajudar a corrigir as fragilidades da sua aplicação antes que hackers possam explorá-las.

 

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